Coordenadores da linha: Tânia Bacelar (UFPE) e Rosa Moura (UFPR)
Esta linha de pesquisa volta-se a compreender as dinâmicas de constituição dos espaços metropolitanos, seu poder de articulação e polarização do território nacional, e os novos arranjos espaciais e suas conexões com as transformações de suas bases produtivas. Tais objetivos são fundamentais tendo em vista o exposto na justificativa do presente projeto, ou seja, a constatação da importância estratégica das grandes cidades para a construção de alternativas de desenvolvimento econômico capazes de assegurar a coesão nacional. Qualquer estratégia de desenvolvimento nacional está, com efeito, fortemente condicionada à capacidade da sociedade brasileira em enfrentar os desafios metropolitanos do crescimento. Essa afirmação pode parecer trivial, mas é necessária para desfazer o mito da obsolescência econômica das metrópoles, segundo o qual a revolução dos meios de transportes e comunicações iria tornar autônomas as empresas em relação à economia de aglomeração propiciada pelas grandes cidades. Nossos estudos sobre a classificação e estruturação das aglomerações urbano-metropolitanas demonstram, ao contrário, que as metrópoles continuam oferecendo as maiores vantagens da aglomeração para os circuitos mais dinâmicos da economia de serviços avançados, com extremada concentração do poder econômico e político do país nas metrópoles de São Paulo e do Rio de Janeiro (OBSERVATÓRIO, 2005). Inúmeras outras metrópoles e aglomerações urbanas reproduzem regionalmente o efeito concentrador, colocando em destacado grau de importância as aglomerações metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife e Salvador. Esse mesmo efeito vem provocando rapidamente a formação de novas metrópoles como Vitória, Goiânia, Campinas, Natal e Florianópolis.
Objetivos:
Tendo em vista a reflexão apresentada, o objetivo desta linha pode ser sintetizado nos seguintes pontos: (i) Identificação das transformações recentes na organização do espaço urbano-metropolitano (enfoque intermetropolitano); (ii) identificação das transformações recentes na estrutura intrametropolitana (enfoque na natureza da aglomeração urbana e nos níveis de integração dos municípios à sua dinâmica); (iii) identificação de novas formas de arranjos espaciais, de natureza urbano-regional, considerando tendências que se corporificam nos conceitos de “cidade dispersa”, “cidade difusa”, “cidade compacta”, “cidade-região”, “megarregião” e “megalópolis”, entre outros; e (iv) identificação dos movimentos da população para trabalho e estudo em municípios diferentes do de residência (movimentos pendulares) e do perfil social das pessoas que se deslocam. Na perspectiva de contribuir com as reflexões indicadas acima, esta investigação estão organizada em quatro sublinhas, compostos por diversos projetos de pesquisa descritos a seguir.
I.I Transformações recentes na organização do espaço urbanometropolitano
I.II Transformações econômicas da estrutura metropolitana:polarização, dispersão e integração
I.III O Metropolitano e Não-Metropolitano no Território Nacional: cidades brasileiras, desenvolvimento regional e planejamento territorial
I.IV Estudos de casos
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