A proposta do INCT é substituir o programa dos Institutos do Milênio, ampliando a produção das redes a partir de uma maior participação das fundações estaduais de amparo à pesquisa.O objetivo dos INCTs é ocupar uma posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, tanto pela sua característica de ter um foco temático em uma área de conhecimento para desenvolvimento a longo prazo como pela complexidade maior de sua organização e porte de financiamento. Segundo o presidente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques, o programa será fundamental para, entre outras finalidades, difundir a pesquisa junto à população. "É essencial lembrarmos que os institutos levarão em conta características como apoio à pesquisa, formação de recursos humanos, integração de universidades e de centros de pesquisa com empresas inovadoras, nas áreas do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) e, principalmente, a transferência deste conhecimento para a sociedade. Só assim poderemos contribuir para a diminuição das enormes desigualdades sociais e regionais que ainda ocorrem em nosso país", ressaltou.
Passamos a integrar, portanto, o conjunto de 123 centros de excelência em pesquisa do país e teve o seu mérito reconhecido, entre outros, por apresentar:
1) PESQUISA DE EXCELÊNCIA ACADÊMICA COM ALTA PRODUTIVIDADE. Apresentamos a continuidade, expansão e consolidação do Programa em curso INSTITUTO DO MILÊNIO, tendo recebido na avaliação do CNPq o reconhecimento como um dos grupos de pesquisa em rede "....mais bem estruturados do país no que diz respeito aos estudos urbanos. Apresenta uma sólida rede nacional de instituições e pesquisadores de universidades espalhadas por todo o território brasileiro, contribuindo tanto na perspectiva metodológica como em seus resultados para conhecimento de aspectos fundamentais dos processos urbanos em curso em nossa sociedade.” Outros indicadores confirmam a excelência: a) 25 Bolsistas de Produtividade; b) 37 Programas de Pós-Graduação em várias áreas de conhecimento, (oito com nota 6 e dez com nota 5; c) alta produtividade científica cuja avaliação deve ser complementada considerando: publicação ao longo da sua existência de 599 trabalhos no exterior, em anais, capítulos de livros e artigos, o que pode ser comprovado no exame dos CV Lattes dos pesquisadores principais; e, de 19 números semestrais do único periódico científico brasileiro especializado no tema – Cadernos Metrópole – Qualis Nacional A da CAPES.
2) REDE NACIONAL, MULTIDISCIPLINAR E MULTIESCALAR. A forma de apresentação da proposta pode não ter facilitado a apreensão do seu desenho adequado ao caráter diverso e multiescalar da questão metropolitana brasileira, suscitando dúvidas sobre a sua consistência. São três linhas de pesquisa que articulam os enfoques essenciais à compreensão da problemática metropolitana enquanto campo das Ciências Sociais: Economia/ Território, Sociedade/Território e Política/Território. Um modelo metodológico inovador, desenvolvido ao longo dos 17 anos de existência da Rede, articula estas linhas entre sim e com estudos de caso imprescindíveis ao competente entendimento da complexidade da questão metropolitana.
3) ENFRENTAMENTO DAS DISPARIDADES REGIONAIS EM C,T&I. A trajetória do Observatório narrada na proposta evidencia que reunimos também grupos de pesquisas em consolidação localizados nas grandes regiões do país, promovendo a circulação nacional de competências, experiências e o compartilhamento de base de dados, contribuindo no esforço de rompimento das assimetrias regionais do sistema C,T&I.
4) IMPACTOS E EFEITOS MULTIPLICADORES. Quanto à formação de recursos humanos e a sua absorção como professores, pesquisadores e profissionais é quase impossível documentar tais impactos em razão da enorme quantidade de alunos dos 12 Núcleos da Rede espalhados pelo Brasil, em cursos de especialização, mestrado e doutorado. Entretanto, a leitura dos anexos da proposta evidencia os impactos acadêmicos e profissionais locais onde o Observatório está constituído. Ademais, está evidenciada a nossa relevante contribuição à concretização das metas de Desenvolvimento Nacional e à Inclusão Social, contidas no Plano de Ação em C,T&I, em função na nossa colaboração com os ministérios do Planejamento e das Cidades.
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