Observatório apresenta novo programa de pesquisa vinculado aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia – INCT/ CNPQ/FAPERJ

A Rede Observatório das Metrópoles apresenta o seu novo programa de pesquisa, para o período (2017-2020), intitulado “As Metrópoles e o Direito à Cidade na inflexão da ordem urbana brasileira” – um extenso projeto que norteará a continuidade da rede de pesquisa no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT/MCT&I/CNPq). A proposta foi pela reorientação das linhas e dos projetos de pesquisa em função da hipótese da inflexão ultra-liberal no Brasil e na ordem urbana das metrópoles. Esta inflexão se traduz (1) no avanço da tendência da financeirização urbana e da mercantilização da cidade; e (2) no surgimento de regimes urbanos fundados no empreendedorismo local.

O novo programa será desenvolvido a partir de projetos que abordam o conceito e a prática do direito à cidade e sua vinculação com as seguintes questões: bem-estar urbano e oportunidades; mobilidade urbana; políticas habitacionais; trabalho e economia social e solidária; saneamento ambiental e gestão das águas; cidadania e governança urbana; gestão participativa e diversidade da rede urbana;  gestão participativa; mercantilização e financeirização da cidade; e empreendedorismo urbano como modelo de governança no contexto metropolitano.

“A rede se prepara agora para uma nova etapa. Primeiro, difundir e ampliar a relevância do debate metrolitano para o desenvolvimento nacional – a partir das análises que acumulamos nos últimos 20 anos; e segundo garantir que o direito à cidade seja assegurado no futuro do país, visando a construção de cidades mais justas e democráticas”, argumenta Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, vice-coordenador nacional do Observatório.

Clique aqui e confira o novo programa do Observatório.

 

OBSERVATÓRIO DIVULGA RESULTADOS DO PERÍODO 2009-2016, NO ÂMBITO DO PROGRAMA INSTITUTOS NACIONAIS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA (INCT/CNPQ/FAPERJ)

Após 17 anos de construção de uma rede nacional de pesquisa, presente em 12 grandes aglomerações urbanas e nas 5 grandes regiões do país, a Rede Observatório das Metrópoles se tornou, no ano de 2009, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). O projeto é conduzido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCT&I) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a FAPERJ.

A proposta do INCT foi substituir o programa dos Institutos do Milênio, ampliando a produção das redes a partir de uma maior participação das fundações estaduais de amparo à pesquisa. O objetivo dos INCTs tem sido ocupar uma posição estratégica  no  Sistema  Nacional  de Ciência e Tecnologia, tanto pela sua característica de ter um foco temático em uma área de conhecimento para desenvolvimento a longo prazo como pela complexidade maior de sua organização e porte de financiamento.

Desse modo, o Observatório passou a integrar o conjunto de 123 centros de excelência em pesquisa do país e teve o seu mérito reconhecido, entre outros, por apresentar:

1) PESQUISA DE EXCELÊNCIA ACADÊMICA COM ALTA PRODUTIVIDADE. Apresentamos a continuidade, expansão e consolidação do Programa em curso INSTITUTO DO MILÊNIO, tendo recebido na avaliação do CNPq o reconhecimento como um dos grupos de pesquisa em rede "....mais bem estruturados do país no que diz respeito aos estudos urbanos. Apresenta uma sólida rede nacional de instituições e pesquisadores de universidades espalhadas por todo o território brasileiro, contribuindo tanto na perspectiva metodológica como em seus resultados para conhecimento de aspectos fundamentais dos processos urbanos em curso em nossa sociedade.” Outros indicadores confirmam a excelência: a) 25 Bolsistas de Produtividade; b) 37 Programas de Pós-Graduação em várias áreas de conhecimento, (oito com nota 6 e dez com nota 5; c) alta produtividade científica cuja avaliação deve ser complementada considerando: publicação ao longo da sua existência de 599 trabalhos no exterior, em anais, capítulos de livros e artigos, o que pode ser comprovado no exame dos CV Lattes dos pesquisadores principais; e, de 19 números semestrais do único periódico científico brasileiro especializado no tema – Cadernos Metrópole – Qualis Nacional A da CAPES.

2) REDE NACIONAL, MULTIDISCIPLINAR E MULTIESCALAR. A forma de apresentação da proposta pode não ter facilitado a apreensão do seu desenho adequado ao caráter diverso e multiescalar da questão metropolitana brasileira, suscitando dúvidas sobre a sua consistência.  São três linhas de pesquisa que articulam os enfoques essenciais à compreensão da problemática metropolitana enquanto campo das Ciências Sociais: Economia/ Território, Sociedade/Território e Política/Território. Um modelo metodológico inovador, desenvolvido ao longo dos 17 anos de existência da Rede, articula estas linhas entre sim e com estudos de caso imprescindíveis ao competente entendimento da complexidade da questão metropolitana.

3) ENFRENTAMENTO DAS DISPARIDADES REGIONAIS EM C,T&I. A trajetória do Observatório narrada na proposta evidencia que reunimos também grupos de pesquisas em consolidação localizados nas grandes regiões do país, promovendo a circulação nacional de competências, experiências e o compartilhamento de base de dados, contribuindo no esforço de rompimento das assimetrias regionais do sistema C,T&I.

4) IMPACTOS E EFEITOS MULTIPLICADORES. Quanto à formação de recursos humanos e a sua absorção como professores, pesquisadores e profissionais é quase impossível documentar tais impactos em razão da enorme quantidade de alunos dos 14 Núcleos da Rede espalhados pelo Brasil, em cursos de especialização, mestrado e doutorado. Entretanto, a leitura dos anexos da proposta evidencia os impactos acadêmicos e profissionais locais onde o Observatório está constituído. Ademais, está evidenciada a nossa relevante contribuição à concretização das metas de Desenvolvimento Nacional e à Inclusão Social, contidas no Plano de Ação em C,T&I, em função na nossa colaboração com os ministérios do Planejamento e das Cidades.

 

No ano de 2016, a Rede Observatório das Metrópoles concluiu o primeiro edital vinculado ao Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), e apresentou um relatório final com os resultados do período que atestam o compromisso dos nossos pesquisadores com a produção de conhecimento relacionada à temática urbana e metropolitana: foram cerca de 150 livros produzidos, mais de 700 artigos publicados em periódicos indexados, e mais a formação como pesquisadores de 300 alunos de pós-graduação — nos níveis de pós-dourado, doutorado e mestrado — vinculados às nossas pesquisas.

Consideramos que o nosso maior resultado no período do Programa INCT (2009-2016) foi a produção da Coleção “METRÓPOLES: território, coesão social e governança democrática” com o propósito de oferecer a análise mais completa sobre a evolução urbana do país, servindo assim de subsídio para a elaboração de políticas públicas e para o debate sobre o papel metropolitano no desenvolvimento nacional. A coleção mostra o compromisso e o esforço dos pesquisadores do Observatório para a produção de conhecimento científico em rede relacionado ao planejamento urbano e áreas afins: são 14 livros, 169 capítulos e cerca de 270 autores das mais variadas áreas do saber analisando as transformações urbanas das principais metrópoles do Brasil no período 1980-2010, a partir de temas como organização social do território, demografia, rede urbana, dinâmicas de metropolização, moradia, mobilidade urbana, governança metropolitana, bem-estar urbano, entre outros.

Clique aqui para acessar os resultados do Relatório Final do Observatório das Metrópoles para o Programa INCT (2009-2016).

 

Para maiores detalhes, visite o sitio do CNPQ e da FAPERJ.

 

O laboratório da Coordenação Nacional da Rede INCT Observatório das Metrópoles está temporariamente fechado, por conta do incêndio ocorrido, no começo de outubro, no Prédio da Reitoria da UFRJ.

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