09 May
Diálogo de Lefebvre, Bourdieu e Harvey sobre o Rio de Janeiro
Lido 6544 vezes | Publicado em Artigos Científicos | Última modificação em 11-05-2017 14:05:42
 
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Na seção especial da Revista e-metropolis nº 28, Antonella Grieco apresenta a construção de um diálogo hipotético entre Henri Lefebvre, Pierre Bourdieu e David Harvey com o objetivo de discutir as transformações e os conflitos sociais em ocorrência nas cidades do mundo e, especificamente, na cidade do Rio de Janeiro. A escolha por essa cidade se deu, segundo Antonella, pelo fato de o Rio estar experimentando um modelo de gestão e de crescimento próprio da atual fase do capitalismo global, com seu modelo de tornar a cidade sede de megaeventos e alvo de grandes projetos urbanos.

O texto “Na mesa da esperança” é um dos destaques da nova edição da Revista eletrônica e-metropolis.

Antonella Grieco ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) possui graduação em Historia, tradição e inovação - Università degli Studi di Siena (2011), mestrado em Ética dos negócios, do consumo e da responsabilidade social - Università degli Studi di Siena (2013) e mestrado em Historia e Filosofia - Università degli Studi di Siena (2015). Doutoranda em Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ).

ESPECIAL

Na mesa da esperança

Por Antonella Grieco

O presente artigo visa discutir a realidade das cidades hoje em dia, no período do capitalismo neoliberal, por meio das teorias de três importantes autores das ciências humanas no século XX e começo do século XXI. São eles: um filósofo, Henri Lefebvre, um sociólogo, Pierre Bourdieu, e um geógrafo, David Harvey. Estes três autores muito discutidos hoje em dia nos vários campos das ciências humanas, produziram alguns conceitos fundamentais e muito úteis para entender as transformações e os conflitos sociais que têm ocorrido nas cidades do mundo como um todo, mas, de maneira mais dramática, nos países da periferia do sistema mundo.

Para tanto, foi escolhida uma cidade em particular, o Rio de Janeiro, sobre a qual serão feitas as reflexões com as teorias desses três ilustres autores. A escolha não se deve apenas por proximidade e comodidade, porque o artigo está sendo escrito a partir desta cidade, o nosso próprio programa de pós-graduação localiza-se nela. Mas também, sobretudo, porque nossa cidade tem seguido um modelo de gestão e de crescimento próprio desta atual fase do capitalismo global e que ocorreu também em outras cidades pelo mundo. Trata-se do modelo de fazer da cidade sede de grandes eventos (no caso, de eventos esportivos), e, assim, conseguir atrair investimentos e promover grandes reformas urbanas. A consequência tem sido, entretanto, bastante perversa, causando remoções, desalojamentos e violências. Esse modelo segue, por trás das propagandas oficiais, a lógica de benefícios para poucos e reveses para muitos.

O que é muita novidade para olhos inocentes repete, entretanto, estratégias comuns e históricas da urbanização sob o capitalismo, apesar de ter, sim, algumas formas novas. Os conceitos e teorias de nossos três autores ajudarão a identificar o que há de historicamente comum nesse modelo de gestão das cidades e o que há de novidade, assim como esboçar explicações sobre os conflitos e perversidades. O objetivo então será apresentar os conceitos e suas definições, chegando à discussão sobre as teorias dos autores, e também tentar comparar e fazer dialogar os diversos conceitos e teorias. Dessa forma, espera-se identificar diferenças e semelhanças na visão destes três autores.

O diálogo entre as teorias e os autores será feito de maneira pouco usual, para nosso costume acadêmico atual. Entretanto, foi uma forma muito comum entre os antigos gregos, especialmente em Platão. Será construído um diálogo hipotético entre estes autores, imaginado que eles estivessem conversando todos, num mesmo presente, numa dessas mesas de bar do Rio de Janeiro. O ambiente coloquial e a imaginação de conversa serviram para criar um ambiente mais coloquial e facilitar a imaginação de um diálogo entre os autores e teorias. O esperado é que, para os leitores, também se torne mais prazeroso.

Leia o texto completo “Na mesa da esperança” no site da Revista e-metropolis.



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