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12 Jul
Dinâmica metropolitana e administração de conflitos
Lido 1186 vezes | Publicado em Notícias | Última modificação em Seg, 16 de Julho de 2012 18:34
 
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O Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (InEAC) realizou encontro no campus do Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense (UFF), com o propósito de apresentar o trabalho que vem sendo desenvolvido no âmbito do Programa Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) a representantes do CNPq que estiveram presentes. O professor Luiz Cesar Ribeiro participou do evento e apontou as pesquisas relacionadas à dinâmica metropolitana e à gestão de conflitos como o principal ponto de convergência da parceria entre Observatório das Metrópoles e InEAC.

“Acredito que o trabalho conjunto entre InEAC e Observatório das Metrópoles tem sido positivo ao aproximarmos duas formas de investigação científica para refletir sobre a dinâmica urbana e a metrópole. Nós desenvolvemos nossos estudos a partir da abordagem etnográfica, refletindo sobre a gestão de conflitos, as políticas de segurança pública, como UPPs, sistema prisional, entre outros, coletando dados qualitativos e quantitativos. Já o Observatório das Metrópoles oferece uma visão macro da metrópole, discutindo questões mais amplas como planejamento urbano, mobilidade, habitação etc”, explicou Roberto Kant de Lima, coordenador do InEAC.

O professor Roberto Kant de Lima produziu um texto sobre o encontro na sede do InEAC, cujo enfoque são os resultados do instituto. Conheça um pouco do trabalho do InEAC a seguir.

 

Pesquisas sobre a gestão de conflitos

No dia 27 pp. o INCT-InEAC, Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (www.uff.br/ineac) recebeu a visita da funcionária do CNPq encarregada de acompanhá-lo e de duas pesquisadoras da área de Sociologia da UNICAMP, na qualidade de consultoras ad hoc. A visita foi bastante extensa, implicou intensa e reciprocamente proveitosa interação entre os participantes e durou aproximadamente 09 horas, com um intervalo de uma hora para almoço.

As visitadoras foram inicialmente recebidas no auditório do Bloco “O” do Campus do Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, onde se apresentaram dois vídeos institucionais, um da UFF e outro do InEAC. Em seguida, o Vice-Reitor, Professor Sidney Mello e a Pró-Reitora em exercício da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da UFF, Professora Andrea Latge, em nome da Administração da UFF, saudaram a comitiva, enfatizando a relevância que o InEAC, o único INCT sediado na universidade, tem para a UFF, que o tem apoiado  com recursos próprios da universidade, vinculando-o administrativamente à PROPPipara ressaltar sua posição proeminente na pesquisa e difusão da ciência.

Saudaram também os representantes de dois dos INCTs que têm-se articulado, de muitas maneiras, ao InEAC: o Observatório das Metrópoles,representado por seu coordenador, Professor Luiz Cesar Queiroz Ribeiro e o INCT  Violência, Democracia e Segurança Cidadã, representado pela pesquisadora Joana Vargas. Os dois representantes discorreram sobre as várias formas de cooperação que têm-se desenvolvido entre os seus INCTs e o InEAC, em termos de participação em seminários, bancas, orientações e publicações conjuntas. Após essas exposições sobre as articulações com a administração da UFFe com outros INCTs, procedeu-se a uma apresentação em Powerpoint de um relatório sintético de nossas atividades pesquisa, difusão e transferência de conhecimento para os setores públicos e privados, enfatizando-se, particularmente, a área de internacionalização.

A seguir, as consultoras do CNPq dirigiram-se ao público do auditório, que já abrigava mais de 100 pesquisadores. Foi feita a chamada dos coordenadores dos 29 projetos que integram o InEAC, constatando-se que dos 26 coordenadores – alguns dos coordenadores têm dois projetos - 17  estavam presentes alguns, como o vice-coordenador do InEAC, tendo se deslocado de Brasília para o evento. As perguntas visaram esclarecer alguns aspectos do relatório recebido e das apresentações assistidas. Nessa ocasião, foram muito relevantes os comentários dos coordenadores de projetos, em especial aqueles que demonstraram  suas vinculações explícitas com a sociedade civil, como o projeto sobre conflitos religiosos nas escolas, apoio a egressos da prisão, análises de práticas de administração institucional de conflitos nos tribunais, etc. Também foi muito relevante a consistente exposição dos coordenadores de projetos e convênios internacionais sobre a estratégia de internacionalização do InEAC, que propõe, não só a mera publicação de artigos em revistas e coletâneas estrangeiras, mas a internacionalização dos próprios pesquisadores, através da participação em convênios de intercâmbio internacionais, apoiados Tanto pela UFF, como por editais, bolsas e auxílios do CNPq e da CAPES, com instituições do Oriente Médio, Timor Leste, Itália, Argentina, França, Portugal, Estados Unidos, Canadá e Angola, para que possam interagir academicamente com seus colegas do exterior, assim como participar ativamente da construção de novas problemáticas que incluam nossas reflexões e estilo sociológico.

Enfatizou-se, portanto,  que o diálogo com nossos interlocutores no meio acadêmico internacional tem se caracterizado pela ênfase na troca de perspectivas, pela expansão da orientação para a comparação por contrastes e da atitude de elucidação recíproca, maximizando a qualidade das trocas entre pesquisadores; que a interlocução com a sociedade civil tem sido feita através da divulgação de nossos resultados de pesquisa em programas de assessoramento diversos e de difusão pelas duas rádios associadas ao InEAC, além do forte impacto previsível em função da criação do curso de graduação em Segurança Pública.

A seguir, ocorreu um almoço nas cercanias do Campus do Gragoatá, dirigindo-se a comitiva logo após para a Faculdade de Direito, onde visitaram o Núcleo de Pesquisas sobre Práticas e Instituições Jurídicas(NUPIJ/FD/UFF)e seu Laboratório de Estudos sobre Segurança Pública (LAESP), o Laboratório Fluminense de Estudos Processuais (LAFEP/FD/UFF), e o Núcleo de Teoria Social e História Constitucional (NUTESHC/FD/UFF), todos laboratórios e núcleos de pesquisa jurídica vinculados ao InEAC, cujos pesquisadores, em sua maioria, estão envolvidos na produção de conhecimento através da descrição etnográfica de práticas judiciárias e policiais, assim como de outros aspectos de nossa cultura jurídica. Nessa ocasião, tiveram contato com os pesquisadores orientadores e com os pesquisadores em formação dos Núcleos, que se articulam com o Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA), Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional (PPGDC) e o Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito (PPGSD), todos da UFF. O coordenador do PPGDC enfatizou a relevância que o apoio do InEAC teve sobre a criação do curso, o primeiro de pós-graduação estrito senso desde a fundação da Faculdade, há 100 anos.

Quanto aos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Gama Filho, também presentes, enfatizaram o efeito que o InCT teve sobre o seu Programa para a obtenção da nota 05 da CAPES. Esta foi alcançada muito em função da presença da pesquisa empírica nos resultados de suas disserrtações de mestrado e teses de doutorado, já publicadas ou no prelo, realizada por pesquisadores vinculados ao InEAC e contando com seus recursos, para ultrapassar a barreira das editoras jurídicas voltadas, em sua maioria, para a edição de manuais e de textos dogmáticos doutrinários. A comitiva do CNPq também teve contato com os alunos de graduação do recém iniciado curso de bacharelado em Segurança Pública da UFF, este último considerado pelos representates do CNPq como um relevante produto inovador.

Deste local, dirigiram-se para o centro de Niterói, onde realizaram visita, dirigida por nossa bolsista de apoio técnico que acompanha o desenrolar da obra, às instalações que estão sendo finalizadas em um andar de edifício na Rua José Clemente, cedido à UFF pela EMATER/RJ, para abrigar a sede do InEAC, com recursos orçamentários da UFF, e aportes através de editais da FAPERJ e FINEP.

Finalmente, a comissão regressou ao Bloco”O” onde, na sala 510, foi visitado um mostruário das produções acadêmicas (livros, teses, vídeos e exposições fotográficas) e das evidências das intervenções de difusão de conhecimento do InEAC. Neste momento, ressaltaram-se o projeto de registro e acompanhamento de atividades das Guardas Municipais de municípios do estado do Rio de janeiro, o trabalho de exposição das engenhocas dos presos - tecnologia artesanal originária das prisões do RJ - e as diversas produções acadêmicas expostas, muitas delas premiadas nacional e internacionalmente. Após essa visita, a comissão visitou as instalações do Acervo do NUFEP e do PPGA e se dirigiu à sede do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas – NUFEP, na sala 205 do Bloco”O” do Campus do Gragoatápara a reunião com o comitê gestor e com a controladora financeira do InEAC a fim de se discutir questões administrativas e orçamentárias.

Nessa ocasião, fomos informados de que a visita havia sido satisfatória, e que muito havia contribuído para explicitar o que o relatório não havia podido eventualmente especificar. Enfatizou-se as relevantes articulações do InEACcom a sociedade civil e com o setor privado (especialmente através da parceria com o Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Gama Filho e os Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais e em Ciências Criminais da PUC-RS); e a respeito das características específicas da política de internacionalização de pesquisadores do InEAC. Por fim, enfatizou-se a eficiente gestão acadêmica participativa, que se desdobra, também, numagestão administrativa e financeira adequada e eficiente.