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27 Jun
Difusão de conhecimento para escolas municipais
Read 2003 times | Published in Notícias | Last modified on Wednesday, 27 June 2012 21:17
 
Cena do documentário "Realengo, aquele desabafo"
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Difusão de conhecimento para escolas municipais

O GT Moradia e Cidades do Observatório das Metrópoles, no intuito de difundir sua produção acadêmica recente junto à rede de ensino municipal e estadual do Rio de Janeiro, realizou atividades de divulgação científica referente aos projetos “Entre a Política e o Mercado: Desigualdades, exclusão social e produção de moradia popular na RMRJ” e “Periferia como lugar do trabalho: as condições urbanas de vida e os circuitos produtivos populares na metrópole do RJ”. A atividade também serviu para a divulgação do média metragem “Realengo, aquele desabafo”, produzido pelos pesquisadores do instituto.

A iniciativa do GT Moradia e Cidades visa promover e ampliar o debate sobre os impactos das atuais políticas de produção habitacional na cidade para que alunos do Ensino Médio possam ampliar seus conhecimentos acerca da cidade onde vivem, suscitando reflexões a partir de muitos elementos que – de uma forma ou de outra - fazem parte de seus cotidianos, tais como: centro e periferia, conjuntos habitacionais, favelas, mercado imobiliário e sua articulação com o poder público.

As atividades foram realizadas nos dias 17 e 24 de maio no Colégio Estadual Guiné Bissau e 2 de junho no Colégio Pedro II (Unidade Realengo), ambos na cidade do Rio de Janeiro, que, a partir da interlocução com os professores de geografia, prontamente aceitaram o convite feito pelos pesquisadores do Observatório das Metrópoles. Foram oferecidas as palestras intituladas: "As Fronteiras entre Periferias e Favelas no Rio de Janeiro: o que mudou nesses lugares?" e "Da favela ao Conjunto Habitacional: O Programa Minha Casa Minha Vida no Rio de Janeiro", apresentadas pelos professores do IPPUR/UFRJ, Luciana Corrêa do Lago e Adauto Lucio Cardoso, e as pesquisadoras assistentes do Observatório Flávia Araújo e Thêmis Aragão, ambas doutorandas do IPPUR/UFRJ.

A atividade no Colégio Pedro II contou ainda com a apresentação da pesquisa "O Programa Minha Casa Minha Vida em Realengo", divulgada pelos bolsistas de iniciação científica Nathan Ferreira e Julio Ferretti. Esta ação também serviu para a divulgação do curta metragem “Realengo, aquele desabafo”, produzido pelos pesquisadores do GT, sendo que as cópias do material audiovisual utilizada na ocasião foram cedidas às escolas.

“A aproximação entre a universidade e as escolas estaduais foi bastante positiva, a ideia é que esta parceria permaneça e se amplie ao longo de 2012 e de 2013, inclusive a partir da interlocução direta entre pesquisadores do Observatório e os professores da rede pública do Rio de Janeiro”, explica a pesquisadora Flávia Araújo.

Realengo, aquele desabafo

O documentário Realengo, aquele desabafo!, produzido pelos pesquisadores do Observatório das Metrópoles, discute a recente política habitacional de reassentamento da Prefeitura do Rio de Janeiro, a partir do programa Minha Casa Minha Vida. O filme foi realizado in loco a partir de entrevistas audiovisuais, capturadas em fevereiro de 2011, com moradores dos recém-inaugurados conjuntos habitacionais do PMCMV em Realengo, e é resultado do desdobramento da pesquisa “Entre a política e o mercado: desigualdades, exclusão social e produção da moradia popular na Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, realizada pelo Observatório das Metrópoles (IPPUR-UFRJ).

Os conjuntos Vivendas do Ipê Amarelo e Vivendas do Ipê Branco, localizado em Realengo, são reflexos da recente política habitacional de reassentamento realizada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, a partir do programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). Nesse contexto, em 2010, 598 famílias de baixa-renda passaram a conviver no mesmo endereço localizado a aproximadamente 25 quilômetros de distância de seus locais de origem: ex-moradores de ocupações e favelas situadas nos bairros de Madureira, Copacabana e Olaria passaram a residir no Ipê Branco, enquanto que o residencial ao lado, o Ipê Amarelo, foi destinado somente às vítimas dos desabamentos ocorridos no Morro do Urubu, situado no bairro de Pilares, após as chuvas de abril daquele ano.

As negociações com a prefeitura, o processo de reassentamento, bem como a convivência entre vizinhos são objetos principais deste documentário, que apresenta os conflitos sociais e as contradições existentes entre os diferentes fragmentos do território urbano: de um lado planejadores e instituições homogeneizadoras da cidade-mercadoria; de outro, populações que encontram, na heterogeneidade do cotidiano, outras formas de apreensão dos espaços da cidade. Quando estes fragmentos se chocam, emerge uma relação dicotômica de liberdade-aprisionamento.

Veja o documentário “Realengo, aquele desabafo!” aqui.

 

 



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